Hoje dia 12 de outubro, que no Brasil é comemorado além de mais um feriado santo... o dia das crianças.
Não pretendo um apelo profundo, apenas um comentário que na ilusão de momentos felizes como bons esperançosos sobrepomos a realidade e esquecemos os verdadeiros problemas.
É certo que dados nos tem sido mostrados recentemente de uma melhoria consideravel no analfabetismo infantil por exemplo, mas a perfeição se não for uma ilusão está longe de ser alcançada.
Não é preciso ir longe para encontrar o que alguns pensam só existir na África, sim nossa mãe gentil, nossa pátria amada, Brasil.
A reflexão de hoje fica por conta de cada um (ao menos nessa última hora do dia), onde cansados de brincar com seu novo presente RiHappy seu filhos já foram dormir.
Um artigo interessante da Associação Brasileira de Psiquiatria mostra que cerca de 5 milhões de crianças no país sofrem de problemas mentais. Leia aqui.
Isso, muitas vezes somados a problemas sociais como fome (sim ela ainda existe), violência, trabalho infantil, abandono... que por mais que tenhamos avançado nos ultimos anos, ainda insiste em nos perseguir.
Não devemos negar nem descreditar nossas melhoras, mas as vezes soluções imediatas apenas camuflam o problema.
Enquanto não param de nos mostrar estatísticas das melhorias, como se forçasse que acreditemos que não há mais problemas... vamos nos lembrar desses pequenos pedaços de nosso futuro que esperam a paz no futuro e lutam pela glória.
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
* Letra de Joaquim Osório Duque Estrada, e esperança de 180 milhões de brasileiros.
1001 passos para uma vida completa.
Posted by Caporal in clássico, conhecimento, discos, filmes, lista, livro, livros, lugares, oportunidade, vida
Há pouco conheci a coleção 1001 antes de morrer... uma coleção de 14 livros, cada qual com seu assunto, que através de estudos realizados por dezenas de especialistas em cada um elaboram uma lista de 1001 que você deve conhecer antes de morrer. Por exemplo, 1001 discos que você deve escutar antes de morrer.
Os asuntos são diversos: discos, livros, filmes, lugares, pinturas, comidas, construções, etc.
Dos que tive a oportunidade de conhecer, achei muito interessante, apesar de 1001 ser uma quantidade excessiva o que ao meu ver exige que algumas coisas descartáveis tenham sido propostas no livro. No entanto é um ponto ínfimo perto da iniciativa da coleção e o resgate de diversos imperdíveis (seja filmes, discos, ou o que for) de décadas atrás que o leigo possa desconhecer.
Não que seja necessário seguir obcecadamente, mas a seleção mesmo que grande permite uma oportunidade ampla de conhecimento novo e de qualidade que poderiam e provavelmente passariam despercebidos.
Neste site, contém as listas de todos os livros além da possibilidade de comprá-lo (ps: Site em inglês, não encontrei em 1 só site todas as listas em português mas é possivel encontrar separadamente e até mesmo para download de discos, filmes e outros).
Apenas um dado para alimentar nosso ego patriota, foram incluídos autores brasileiros como machado de assis, jorge amado, paulo coelho, guimaraes rosa, clarice lispector (tudo bem, essa nasceu na ucrânia, mas veio ainda criança viveu a maior parte da vida aqui e publicou suas obras em português; portanto merecemos o crédito). E ainda artistas como: stan getz/ joao gilberto (deixarei o nome de Stan pela parceria e colaboração com a bossa nova, quase um brasileiro de coração), astrud gilberto, caetano veloso, os mutantes, milton nascimento, jorge ben, elis regina, sepultura (provando que sabemos sim falar inglês e fazer um bom rock), bebel gilberto (pode não ter nascido aqui, mas em memória à seus pais e sua participação... nada mais justo).
Ser-Objeto ou ser-humano?
Posted by Caporal in consciência, crença, educação, lógica, método, sistema, submissão, vida
O atual sistema em que somos inseridos e vivemos de fato nos adestra desde pequenos a nele continuar, submetendo a vida e o pensamento a uma entidade maior, através da moral, ética, responsabilidades, leis, obediência, julgamento, consciência, livre arbítrio entre outras classificações que denominamos diferente, mas que acabam servindo bem para esse mesmo propósito.
Assim, aprendemos a seguir valores pré-determinados; inseridos nos mais diversos campos, respondendo as demandas perceptivas através de uma reação sensível-motor.
Sorrateiramente, o corpo vivo segue os simbolos a sua volta sem que seu pensamento consciênte note; aderindo a lógica da representatividade para suprir a demanda global.
Até o método pelo qual aprendemos parece ir de encontro a nossa natureza; o homem é o único animal a aprender a afirmação a partir da negação, reduzindo sua própria vida ao poder para aceitar o que a vida é e não o que pode ser, transformando numa falsa idéia da vida e do que é pensar.
Essa educação que nos é dada realmente é boa no que faz, mas o que faz é submeter a vida criando um homem-objeto, uma máquina natural; o homem apenas como um ser biomecânico, uma força de trabalho mensurável e quantitativo.
Mesmo a dependência de alguns sentimentos como compaixão e piedade mostram o quão fraco somos enquanto seres, corrompidos por nosso próprio instrumento de persuasão, que contrariam a obediência e repressão que nos forçamos a se condicionar.
Em meio a tanta contradição ainda queremos competir, tudo pela busca de poder e acabamos nem percebendo o quanto isso nos aprisiona e nos torna uma massa de pessoas com um único objetivo, serem iguais...
Pear Buck, escreveu:
"A mente verdadeiramente criativa em qualquer campo não é mais que isto: uma criatura humana nascida anormalmente, inumanamente sensível.
Para ele...um toque é uma pancada, um som é um ruído, um infortúnio é uma tragédia, uma alegria é um extase, um amigo é um amante, um amante é um deus e o fracasso é a morte. Adicione-se a este organismo cruelmente delicado a subjugante necessidade de criar, criar, criar"
Logo no início da vida somos subjugados em educação e nos subvertemos à mesma busca por poder que criamos dessa mesma relação com as coisas à volta, tudo para que possamos continuar esse vicioso ciclo da condição humana.
Um adestramento precoce que visa destruir nosso instinto e desejo de criação para atender demandas pré-fabricadas sem questionamento; como se matassemos nosso impulso dionisíaco* para tornarmos servos de Apolo* antes mesmo de sermos capaz de compreender nossa própria metafísica.
Ao que parece, um crime sem culpados que surge na própria história sem data definida e ainda sem chances de previsão. Talvez seja parte da resposta de um instinto individualista do homem, que inventou o poder para satisfazer seu insaciável conforto e prazer comparativo. Em meio a disputa, seu desenvolvimento abstrato e reflexivo perdeu valor, sua moral tornou-se decadente e seu próprio egoísmo o dominou.
Em momento de crise pensamento, vale lembrar a frase de Charles Baudelaire:
Só nos esquecemos do tempo quando o utilizamos.
Considerando, somos constantemente bombardeados de informação tal que não reste tempo, desejo, instinto, conhecimento suficiente para formulação de pensamento no sentido de criação. Assim continuamos, aceitando o controle implícito ao redor sem a capacidade de perceber suas consequências.
A resposta talvez se encontre em parte, na natureza de cada ser. Entretanto, busca-la tornar-se-á uma utopia (ao menos sem trabalho árduo) devido a necessidade de desconstrução de toda uma lógica sistêmica muito bem estruturada na base da sociedade que não simplesmente faz parte mas define e controla a vida em cada aspecto que seja capaz de existir. Mas isso também pode ser apenas uma descrença pessoal fruto de algumas decepções com o próximo.
* Termos baseado em "O nascimento da tragédia" de Friedrich Wilhelm Nietzsche.
No último fim de semana assisti O curioso caso de Benjamin Button, confesso tardiamente; havia escutado boas críticas referente ao filme e de fato isso pode não ser bom em algumas ocasiões, afinal a decepção pode ser mais devastadora quanto maior for a expectativa.
Não tenho a intenção de discutir o filme, apenas um breve parecer que nada tem de relevante:
O filme é um exagero visual, temporal e de narração. Sua sequência é repleto de clichês e previsibilidade, e em várias ocasiões a história do protagonista é ligada à história americana (passado entre 1918 à 2005). Ainda que tenha boas atuações, uma bonita história e tenha merecido seu oscar de melhor maquiagem por exemplo, não vi motivos para as 13 indicações que recebera; mas sem teorias de conspirações sobre eventos populares (abusando: nota 7).
Seu tema principal é proposto do início ao fim em diversas situações [o que torna a sequencia sem divisões estruturais (inicio, meio e fim), contribuindo assim para a monotonia e previsibilidade do filme]: Viver a vida, aproveitar cada momento.
A idéia de que cada um tenha uma especificidade especial que deve ser aproveitada, busca de felicidade pessoal e aproveitamento de oportunidades no decorrer da vida é retratado em diversos outros filmes, músicas, livros ou mesmo mensagens na internet.
Mas como afinal recebemos essa mensagem?
Tudo a nossa volta parece ser capaz de nos influenciar de diferentes maneiras e nos levam à um breve momento de reflexão, que passado, sua influencia deve se manter apenas em nosso subconsciente que ocasionalmente nos relembra. No entanto sua ação efetiva em nossas vidas é esquecida, talvez pelo medo da consequencia dos atos, talvez pelo modo como vivemos nos limitando mais e mais...
Criamos e somos criados por definições que inventamos e classificamos como bom e mau, que realmente são úteis em seu próprio propósito, baseadas numa lógica tal qual um racicinio matemático.
Portanto, como viver livres quando somos tão condicionados?
Não há uma fórmula exata e palpável que possa ensinar a viver, nem mesmo podemos ser tão extremistas e pensar em fazer simplesmente o que desejamos (infelizmente!?), tão menos queremos ficar parados assistindo a vida como um espectador...
Há tantas coisas das quais não temos controle a nossa volta que assusta, e acabamos nos esquecendo do que deveriamos ter. Lembro-me da seguinte frase da música abaixo:
I know that i was born and i know that i'll die
The in between is mine
I am mine.
(Pear Jam - I am mine)
Portanto sejamos sensatos, porém curiosos ... frase que pode soar um pouco romantica e puritana, tentarei explicar:
Apesar das leis em que vivemos e a pressão moral a que somos expostos todo o tempo, cada individuo carrega consigo o próprio pudor, por isso temos tantas polemicas do que é certo ou errado; afinal pensamos diferente.
Não importa o que pensem a volta, ninguem é capaz de julgar o que está na mente de cada ser.
Então, não espere para aproveitar toda e qualquer oportunidade que apareça; crie, busque a que lhe convenha.
Não seja simplesmente um reflexo, seja alguém.
Desenvolva suas expectativas, aprenda, cresça...
Obs: Esse próprio texto pode ser mais uma mera mensagem de auto-ajuda, ou pode começar agora a aproveitar o que acreditar ser útil; sem alterar o sujeito.

Pois é, antes que acabe esse dia, gostaria de fazer uma breve homenagem a cidade de São José dos Campos (Vale do Paraíba - SP), minha maravilhosa cidade natal que completa hoje seus 242 anos.
No domingo passado dia 19/07 houve a corrida de 10 km em comemoração, com saída as 10h a.m. Os resultados da corrida encontram-se aqui.
Ontem ainda houve o Parktronic 2009, um evento de 10 horas de música eletrônica no clássico parque da cidade, o evento contou com 13 dj's. Maiores informações aqui.
Ambos os eventos foram gratuitos.
Buscarei fotos dos eventos para mais tarde. Por enquanto, um pouco de São José:
Uma reunião de alguns sites da cidade:
www.saojosedoscampos.com.br/
http://www.sjc.sp.gov.br/acidade
www.guiasjc.com.br
E claro, ainda vale lembrar de nosso time: http://www.futebolpaulista.com.br/clube.php?cod=31&ref=2Para completar, nada com um relato verdadeiro como o que encontrei nesse fórum, há diversas postadas aqui.
Pois é, breve mesmo. Um abraço a todos os joseenses e adimiradores da cidade.
Para os que ainda não conhece, fica aí uma recomendação: A capital do vale.
Aprisionado ser apático.
Posted by Caporal in análise, apolítico, ciências políticas, política, sistema
Hoje, tornou-se comum o termo apolítico, e cresce o número de seus adeptos.
Os dissidentes da política atual justificam o ocorrido como parte da decadência da democracia. Outros se dizem ser perante seu descontentamento com atos ou personagens políticos.
De fato, apontar uma falha na tão esperada (e porque não, lutada) democracia capitalista não a torna diferente e nem mesmo superável; como a historia pode mostrar em diversas tentativas de regimes pelo mundo.
E ainda que possam ser usados como artifícios no jogo político, a política não significa apenas expectativas e esperanças; a administração de um Estado vai muito além. Então deixemos o sentimentalismo de lado e partamos para ações mais reais, concretas e definitivas.
Frente à essas demonstrações consigo apenas pensar na antiga premissa de que nunca estamos satisfeitos com o que temos.
Não tenho com este, o propósito de defender ou banalizar qualquer visão ou conceito referente ao atual sistema, sim analisar suas verdadeiras propostas e regência da ordem no globo (ao menos em sua maior parte).
Para melhor entendimento, utilizarei um conceito de Albert O. Hirschman, um respeitado cientista social nascido em Berlim em 1915; no inicio da década de 1970 introduziu em sua análise termos que denominou saída e voz.
Na definição do próprio autor: A saída é pura e simplesmente o ato de partir, em geral porque se julga que um bem, serviço ou beneficio melhor é fornecido por outra firma ou organização.
[...]
A voz é o ato de reclamar ou organizar-se para reclamar ou protestar.
(Albert O. Hirschman – Auto Subversão p. 20)
Em sua análise, pode-se perceber que de um modo geral, a saída caracteriza-se por uma ação indireta, e mesmo não intencional que pode resultar na melhoria do desempenho da organização afetada. Enquanto a voz trata-se de uma ação direta que visa a recuperação de uma deteorização ou implementação de uma melhoria a um mais curto prazo.
Como mostra o Professor Hirschman, tendem a ser ações inversamente proporcionais, ou seja, a medida que um aumenta o outro diminui no que chamou de padrão “gangorra” ou mesmo explicado pelo modelo “hidráulico”: a deteorização gera a pressão da insatisfação, a qual será canalisada para a voz ou a saída; quanto mais pressão escapa pela saída, menos dela ficará disponível para impulsionar a voz. (Albert O. Hirschman – Auto Subversão p. 21)
Esse simples modelo, mesmo que capaz de explicar inúmeros exemplos, tem seus espasmos de exceção, como o próprio autor é capaz de mostrar com o exemplo da República Democrática Alemã (RDA) em 1989.
No entanto utilizarei o sistema de gangorra entre saída e voz como padrão, capaz de explicar o momento em que nos encontramos.
O que vejo dissipado em qualquer que seja a área de foco no mundo é a possibilidade de mobilidade ou mesmo uma mera ilusão de que haja muitas dessas possibilidades e que sejam tangíveis.
Qual o intuito de apresentar um contingente tão numeroso de possibilidades não importando quão improvável seja de ser alcançado?
O fato é que as possibilidades de mudança significam a saída de cada situação especifica. Seu excesso representa, portanto a facilidade de fuga da realidade que em contrapartida cala a voz. Todo um mundo de inovações, concorrências, mutações e possibilidades geram essa mesma seqüência lógica de fuga e representação da voz em cada indivíduo; transformando-o nesse aparente ser apático à própria realidade.
Nesse caso, saída e voz tornam-se artifícios políticos; outorgando a saída, mantém-se a voz em silêncio e a ordem no planeta continua.
Entretanto não há organização especifica que podemos acusar de fazê-lo, o próprio desenvolvimento do sistema para se adaptar à diferentes maneiras deram origem a mecanismos que criem e mantenham sua necessidade, e até o momento tem se mostrado eficaz em fazê-lo.
Qual o valor do ser humano?
Quanto vale afinal uma vida apenas por sua existência?
É claro que é difícil classificar de modo geral, mesmo que a primeira impressão a resposta seja que a vida é o mais importante, afinal classificamos valores diferentes as pessoas conforme passam por nossas vidas.
Nascer, viver e morrer; esse é o ciclo inevitável de todo homem*, não importa quanto tempo isso dure.Todos estão cientes desse fato e seguem sua vida à sua maneira, quase sempre sem perceber que nascemos sozinhos e morremos sozinhos...
Talvez por isso queremos sempre ter pessoas a nossa volta enquanto vivemos; seja esta um amante, um familiar, um amigo, etc.
Assim, damos valores e adquirimos de outros próximos para realçar a importância de sua companhia, e depois simplesmente tiramos.
Atribuímos a outros os mesmos ou diferentes valores significativos e retiramos... Às vezes devolvemos, tudo ao nosso bel prazer.
Conhecemos ao longo da vida, milhares de pessoas e a verdade é que ninguém fica ou ninguém jamais terá seu significado ápice para sempre.
A mãe (por exemplo, pela forte relação) é como um deus para um filho de 2 anos, enquanto cresce sua mãe se torna uma mulher e seu laço se enfraquece quando percebe que seu caminho é para além do caminho de sua mãe. É claro que a mãe é sempre a mãe e não há melhor palavra para descrever a relação única que tem e sempre terá, mas apenas jamais será o mesmo.
E mesmo que hoje possamos nos chocar dizendo que nada se compara a relação com a família, esta é sempre mutável; nada surpreendente para algo tão novo, afinal esse amor incondicional à família é algo recente em nossa sociedade que não existia com tal intensidade antes da sociedade ocidental contemporânea.
Fazemos isso como se a companhia especifica dessa pessoa de fato não importasse e sim ter alguém ao lado que preencha a ocasião, não importa quem seja.
No entanto, esquecemo-nos que também ganhamos e perdemos atributos para todos que passam em nossa vida.
Portanto, já amei e fui amado, já odiei e fui odiado, já fui ninguém e não notei, já fui esquecido e esqueci, já fui o único e estávamos sós, já fui um deus e já adorei, já deixei e fui deixado, já fui necessário e precisei...
Assim é a vida, feita de momentos que por mais semelhantes, jamais serão os mesmos; viva cada momento, bom ou não, pois é parte da vida e do que somos.
E no intervalo de cada momento, a lembrança o levará, até que finalmente cumpra seu ciclo.
Por fim, será lembrado por seus momentos que definiram o tempo até que caia em esquecimento.
* A palavra homem aqui representa o ser humano em geral, homens e mulheres de qualquer idade ou definição racial.
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